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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

P tU! ;p

Perdoa o verso atravessado,

Perdoe esse coração bobo e apaixonado.

Tenho muito a lhe falar,

Mas as palavras insistem em me escapar!


Perdoa o jeito de falar,

Mas de palavras hei de lhe contemplar!

O meu coração muito lhe deve!

Pois foi tu que a ele sentido destes!


Nem que eu pinte os mais belos quadros,

Nem que eu roube os melhores esquadros.

Nem que Shakespeare me empreste seus encantos

Nada há de lhe mostrar meu canto


Canto a ti, amado, os mais nobres sentimentos

Clamo a ti, amado, as mais belas palavras de amor.

Canto a ti, o clamor de um coração com envolvimento,

Canto a ti, toda a minha glória de amar e toda minha dor


E peço que me deixe apenas te amar,

Te sentir, te envolver e te tocar.

Tocar como fui tocada,

Onde não deixei, por nenhum outro, ser encontrada


Toma o que é teu por direito.

Toma o meu amor por inteiro.

E faz dele o que bem quiser...

Pois contigo, hei de amar mais do que puder!


...

Passos...Escassos

A Escassez da tua saliva me apavora,
A ausência do teu cheiro me enlouquece,
Quisera eu ter teu hálito quente agora,
Para que dessa dor de partida esquecesse.

Vida sóbria, vida sem graça.
Vida notória, vida que desenlaça.
Buscando sentido, seguindo freadas,
Pensando contigo, disparando largas passadas.

Que o amanhã não demore
Para que quando chegar,
Eu não te devore.

Que o hoje sobreviva,
Que o ontem insista,
Porque eu sem você, sobrevivo à deriva.

domingo, 20 de setembro de 2009

Um alguém... o meu quem.



Eu encontrei um certo alguém...


Aparentemente? Muito atraente. Um sorriso cativante, barbinha falhada, brinco na orelha, cabelo bagunçado, estilo próprio. Esse foi o contato surdo, de vista. Quando se aproximou, vi que a atração viria de outros sentidos: auditivo, por exemplo. Voz macia, penetrante, idéias e ideais confortantes, discurso atrativo. Gestual. Ele fala com as mãos, com os olhos, com o corpo. Mais um atrativo! Mas isso são coisas que qualquer um(A) poderia ter observado, como sei que fizeram.

Eu conheci um certo alguém...

Prazerosamente ouvinte, participativo, cuidadoso, amoroso, atraente (novamente). Alguém que fez questão de participar do dia-a-dia. Alguém que cativou pela sinceridade, pelo modo absurdamente irreverente que vivia certos sentimentos e pelo modo responsável e dedicado que tinha com outras partes de sua vida. Alguém que abriu uma porta de um mundo mais crítico, mais participativo. Teve e tem uma grande influência sobre meu modo de ver certas coisas, como o movimento em que estamos inseridos. Conheci um conselheiro amoroso e um amoroso desaconselhado. Um alguém por quem eu gritava sempre que me sentia perdida. E o melhor? Era atendida.

Eu me apaixonei por um certo alguém...

Que é envolventemente maravilhoso. Que exerce sobre mim um êcstasy metaforicamente incomum! Que nutre em mim uma atração incontrolável e incondicional. Atua sobre o meu corpo como um campo de força atrativo, que age repulsando qualquer sentimento de negação ou de proibição: o proibido é ficar longe. Tem magnetismo. Meu corpo pede o toque de suas mãos e minhas pernas se dobram a qualquer desejo. A respiração economiza ar e enche-se de gemidos tórridos. Todos os meus poros liberam prazer. Lágrimas, suor, tremedeiras, gozo. A milimetrica expressão corporal é reconhecida por ele. Como se ele fosse o artesão responsável por cada curva e dobra existente em mim.

Eu me entreguei a um certo alguém...

Que não desistiu de me conquistar por (quase) nenhum instante. Que sofreu por mim e comigo por minha covardia de jogar tudo pro ar e obedecer ao bambear das minhas pernas e ao sambar do meu coração. Me entreguei quando me dei conta de que nunca seria completa sem ele. Me entreguei quando minha boca suplicou-lhe um ultimo beijo, quando suas mãos me acariciaram e eu não consegui resistir. Me entreguei quando olhei no fundo dos seus olhos e quis ser sua como nunca havia sido de outro alguém. Me entreguei quando o senti dentro de mim em perfeita sintonia. Quando meu corpo respondeu embaixo do dele, quando todo o resto se apagou de mim e quando eu me apaguei por ele. Me entreguei quando vi em seus gestos, toques, olhares, sussurros que ele estava por mim mais do que por si só. Me entreguei quando senti ao lado dele, me senti, pela primeira vez, plena.

Eu amo um certo alguém...

Que me ama, como sei que nunca serei amada. Que me entende, quando nem eu mesma o faço. Que me enlaça em sentimentos de ternura, de afago, de entrega. Que me ouve, que me fala, que me faz calar. Eu amo um alguém que decora meus gestos, meus suspiros e meus gemidos. Um alguém por quem a minha lingua chama, por quem minha pele se arrepia, meus olhos se fecham e meu corpo estremece. Eu amo um alguém que é cheio de taras e manias. Que faz com que eu me sinta feliz todos os instantes em que está por perto e por longe. Eu amo um alguém que as vezes perde a paciência, mas que logo em seguida, me abraça e me faz um carinho. Eu amo um alguém que não tem problemas em deixar o orgulho de lado e tentar me convencer de que eu errei. Eu amo um alguém que canta no meu pé do ouvido, que não desiste de tirar de mim todos os meus sorrisos. Um alguém que me mima e não tem medo por isso. Um alguém que trouxe tanta paz aos meus dias, tanto amor aos meus momentos, tanto prazer aos meus instantes. Eu amo um alguém...eu amo o MEU alguém... eu amo, amo a quem. Amo um certo alguém que me fez ser quem sou.


Eu desejo, meu alguém, meu único quem...

Quero que nossa vida a dois seja plena, seja absoluta, seja inquietante. Quero que tenhamos desavenças, para darmos valor aos momentos de sintonização. Quero que você se arrependa, por um instante, para que em todos os outros você se entregue por completo a nossa escolha. Quero ser unica para você e que você seja unico para mim. Quero que os gritos sejam abafados por beijos, que o silencio seja quebrado por risadas, que nossa casa seja nosso refúgio, sendo o primeiro lugar para o qual queiramos voltar o mais rapido possível. Quero que você quebre xícaras e nós riamos muito disto. Quero café na cama, jantar na mesa e sexo no sofá. Quero sonos interrompidos, palavras de amor e bilhetes escondidos. Quero surpresa numa sexta esgotante de trabalho, quero flores, pássaros, todas as testemunhas possíveis do nosso amor. Quero que escrevam sobre nós, sobre como fomos felizes e como fomos amantes. Quero música pros nossos dias. Quero amor pra nossa vida toda. :)

20 de setembro de 2009.

sábado, 22 de agosto de 2009

'C'est comme si tout était hors de propos.'


As coisas estão bagunçadas.

A cama esticou,
O lenço de papel acabou.
O café da xícara está amargurado
E o meu relógio parece estar quebrado.

O vento continua a soprar,
Mas minhas lágrimas, ele não consegue secar.
O disco arranhado vive a tocar,
E o meu coração, partido, a te procurar.

Quero encontrar teus passos,
seguir teu som,
sugar teu cheiro,
trocar o meu batom.

Quero aconchego, quero flor,
luz, melodia,
saltos e lagos,
quero morrer de teu amor.

E quando a sanidade voltar,
quero contar ao teu lado,
sem medo de alucinar,
que sem ti, eu me nego a continuar...


Volta... para que as coisas retomem os seus lugares.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Perto e Distante


Hoje, conversando com um velho-amigo-novo¹, recebi um belissimo poema de Guimarães Rosa:

O correr da vida embrulha tudo
A vida é assim: esquenat e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desenquieta.
O que ela quer da gente é coragem


Isso porque falávamos das injúrias da vida, que nos afasta das pessoas que amamos e o pior, do papel passivo que fazemos frente a isto. Aceitamos tudo. Nos acostumamos com tudo. As vezes eu detesto esse modo de adaptação que é inerente ao ser.

Porque me acostumar com a saudade?
Com a dor?
Com a perda?

Porque me acostumar a não ter perto e ter distante?

E isso me remonta a turma inesquecivel de 2005.
Onde fomos parar?...
Estamos construindo nossas estradas, só espero que elas tenham curvas que se encontrem.

A vida que une é a mesma que separa.


____x

¹ Fran Yan Coelho Tavares.
Hoje? Estudante de Ciências Sociais da UFC.
Ontem? Meu confidente amigo-urso!
Variações.. de tempo, espaço e condição....

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Carona.



[Na estrada]
Mulher: Sr Caminhoneiro, por favor, me dê uma carona?
Caminhoneiro: Até onde, sua moça?
Mulher: O mais perto que o senhor puder do meu amado!
Caminhoneiro: Mas eu nem sei onde é! E se eu passar longe?
Mulher: Tem problema não seu moço, o importante é diminuir essa distância o máximo que eu puder!
Caminhoneiro: E se o rapaz num tiver lá, moça! A senhora vai sair assim?
Mulher: Ele há de estar! Se não estiver, agora mesmo ta indo pra lá!
Caminhoneiro: E como a senhora pode afirmar uma coisa dessas?
Mulher: É simples... Meu coração ta batendo tão forte, mas tão forte, que sei que ele pode ouvir. E ele há de saber todo amor que tenho por ele e tudo que sou capaz de fazer para não tê-lo tão longe de meus braços!
Caminhoneiro: Ta.. suba ai dona moça! E aperte os cintos... porque se o amor da senhora for grande assim, essa estrada vai ser pequena por hoje como nunca me foi na vida!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ausência




Ao amor da minha vida.

Não estarei perto de ti nos dias que seguirão, mas faça-me um favor, amado meu...

Ao despertar-te, cuida para que o teu primeiro pensar seja meu, segure firme o leito vazio que outrora nos aconchegou. Ao me veres nua, cubra-me com teu braço, nina-me, embaraçando-me os cabelos, lembrando-nos que podemos nos afagar mais cinco minutinhos.

Brigues comigo, silenciosamente, antes de cada refeição.Graciosamente, espalhe meu toque junto ao teu em todos os cômodos: livros, discos.

Assegura-te de não ouvirdes músicas sem mandá-las a mim por teu pensamento.
Sorria e traga vida aos teus dias tristonhos, como trouxestes quando perto de ti eu estava.

Quando fores deitar, deixes meu lado da cama pronto e não me deixes sentir frio.

E quando a ausência quiser gritar, varre as cinzas do teu cigarro para fora, bebe o amargo do café que deixei sobre a mesa, a fim de beberes as gotículas de saliva que descansam nas bordas da xícara esquecida.

Corra atrás de cada suspiro que dei, de cada lágrima silenciosa que derramei sob o teu peito, colha dos sussurros e soluços das nossas noites de amor em magna plenitude e respire fundo.

Tendo isto, aguarda-me com eufórica loucura, para que quando eu retorne cambaleante de saudades, possa perceba-te completamente embriagado de minha ausência.